6 lições que aprendemos com Lady Gaga em ‘Gaga: Five Foot Two’

O documentário Gaga: Five Foot Two, produzido com exclusividade para a Netflix, estreou na última sexta-feira (22) e nos mostrou uma Lady Gaga diferente do que estamos acostumados a ver nos shows e nos videoclipes – mais humana, com seus medos e defeitos, mas, claro, com muito talento e trabalho duro para fazer jus ao seu título de diva pop.

Nas filmagens, acompanhamos a produção de seu quinto álbum de estúdio, Joanne (2016), além dos preparativos para a apresentação que a estrela realizou no intervalo do Super Bowl 51 em fevereiro de 2017. Outros pontos como a separação com seu ex-noivo Taylor Kinney e os espasmos que a cantora passou a sentir depois que fraturou seu quadril em 2013 (que, inclusive, levaram ao cancelamento de seu show no Rock in Rio deste ano) também são abordados.

É um documentário muito bem produzido que nos permite conhecer melhor sobre a Lady Gaga, como pessoa e como artista, mesmo para quem não é tão fã dela (musicalmente falando). Talvez esse seja o poder do documentário: apresentar um lado de nossos ídolos que nem imaginávamos que existia. Ou, como a própria Netflix anunciou, “conhecer a mulher por trás do ícone”.

Confira abaixo 6 lições que aprendemos (ou foram reforçadas) com Lady Gaga em “Gaga: Five Foot Two”:

1 – Todo mundo têm decepções amorosas – e encará-las fará você crescer

Logo nas primeiras cenas, Gaga afirma que ela e Taylor estão brigando – e que isso é um saco. Mais para frente, quando os dois já estão separados, ela comenta durante uma entrevista no lançamento do álbum Joanne: “É muito doloroso. Já é difícil quando o lado amoroso não dá certo como você quer, e você sai na rua e alguém pergunta ‘Tudo bem?’. (…) Tive que passar pela dor mais profunda da minha vida. Precisei explorar uma parte de mim que não queria enfrentar.”

Apesar de toda a tristeza, encarar essa dor profunda fez com que ela gravasse as músicas do disco – e, consequentemente, voltasse a ter toda a fama e o destaque que ela merece.

2 – Amor próprio é tudo

“Estou em um momento diferente da minha vida. Minha paciência com bobagens de macho está… Nem tenho mais. Não dou a mínima. Não sei se é porque eu tenho 30 anos e nunca me senti tão bem. Todas as minhas inseguranças sumiram. Não me sinto insegura como mulher.”

Junto a isso, ela complementa mais à frente: “Nunca me senti à vontade para cantar e ser como eu sou agora. Nunca me senti bonita, inteligente ou talentosa o suficiente. E essa é a parte boa. Antes eu não me sentia boa o suficiente, mas agora eu me sinto. Sei que tenho algum valor.”

3 – F*da-se o que pensem sobre você

Gaga também fala francamente sobre sua relação com Madonna: de um lado, a admiração que ela sempre teve pela rainha do pop, mas, do outro, um incômodo pelo fato de Madonna nunca ter “olhado em seus olhos” e dito diretamente para ela sobre o que ela pensa ou sobre os problemas que ela tem. Em vez disso, Gaga ficou sabendo de tudo pela TV.

“Eu sempre a admirei. Ainda admiro, não importa o que ela possa pensar de mim. A única coisa que realmente me incomoda sobre ela é que eu tenho origem italiana e sou de Nova York, então, se eu tenho um problema com alguém, eu falo na cara dessa pessoa.”

4 – Nem sempre é fácil estar no controle das coisas, mas é preciso se manter firme no que você acredita

A indústria musical exige que as mulheres se tornem sexy’s ou artificialmente pop’s para lucrar mais, e Lady Gaga sempre teve uma postura muito firme para fugir disso, dando aos “grandes homens por trás da indústria” uma reviravolta absurda em cima do que eles queriam. “Se vou aparecer sexy no VMA cantando Paparazzi, vou fazer isso sangrando até morrer, lembrando [a todos] o que a fama fez com a Marilyn Monroe”, ela conta admitindo que isso lhe dá a sensação de estar no controle.

5 – Todos estamos em constante evolução

No cenário musical pop, basta uma cantora lançar um novo álbum que instantaneamente as pessoas passam a classificá-lo como bom ou ruim – ou, no caso dos haters, como um verdadeiro flop. No entanto, existe todo um conceito e uma produção pesada por trás dele, e isso foi algo nós pudemos ver ao longo do documentário da Netflix. Joanne não foi tão bem nas paradas musicais, como o The Fame (2008) ou o Born This Way (2011) foram no passado, mas é um álbum especial para a Lady Gaga.

Durante o Gaga: Five Foot Two, acompanhamos a gravação de algumas músicas no estúdio, ao lado dos produtores Mark Ronson, Bloodpop e demais membros da equipe. A cantora Florence Welc também aparece nas filmagens durante a gravação da faixa “Hey Girl”. O material pode não agradar a todos, mas mostrou que Lady Gaga, assim como vários outros artistas, está sempre em constante evolução.

É um trabalho muito pessoal também, não apenas pelo lado da separação com Taylor Kinney – “Você precisa visitar a parte danificada do seu coração para compor. Compor é como uma cirurgia de coração”, ela comenta durante uma pausa na gravação da faixa Million Reasons – mas também porque o nome e o conteúdo lírico do álbum são uma homenagem à sua tia paterna, Joanne Stefani Germanotta, que faleceu aos 19 anos. A cena em que Gaga mostra a versão demo da música “Joanne” para sua avó é bastante emocionante, vale destacar.

Contudo, a cena dela indo até o Walmart para conferir se estão mesmo vendendo seu CD é, sem dúvidas, uma das melhores partes do documentário.

6 – Se você lutou a vida toda por uma coisa, então vá lá e faça

Já no final do documentário, minutos antes de sua apresentação no intervalo do Super Bowl 51, ela diz que tinha trabalhado a vida toda por aquele momento. Todo o cuidado com os ensaios e com os preparativos mostra que realmente esse era “o show da sua vida”. E, com todo o empenho e trabalho pesado, a performance foi realmente muito bem apresentada. Portanto, se você tem trabalhado durante muito tempo para conquistar algo ou realizar uma determinada coisa, quando chegar a hora, vá lá e dê o seu melhor!

O documentário Gaga: Five Foot Two está disponível na Netflix. Assista ao trailer:

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