Alternativo, hipnótico e atordoante: conheça a atmosfera musical do Trip-Hop

O Trip-Hop é um sub-gênero experimental da música eletrônica. Surgiu na cidade de Bristol, na Inglaterra, em meados dos anos 1980 e tornou-se mais notório na década seguinte graças a grupos e artistas como Massive Attack, Tricky, Portishead, Björk e muitos outros nomes – internacionalmente conhecidos ou não.

Uma curiosidade é que o estilo teve origem com o grupo The Wild Bunch, na cidade de Bristol, e somente alguns anos depois, quando o grupo se dissolveu e alguns membros passaram a formar o Massive Attack, foi que o termo “trip-hop” se consolidou. O nome foi dado por Andy Pemberton, jornalista musical da revista britânica Mixmag, que descreveu o estilo como “atordoante, muito hipnótico e a coisa mais interessante que aconteceu com o Hip Hop”.

Trip-Hop: características do gênero

A principal característica do trip-hop são as batidas desaceleradas (menos de 120 bpm) que criam uma sensação de imersão em outra realidade. Para isso, além das batidas eletrônicas em downtempo (também chamado de downbeat ou baixo tempo), outros elementos como instrumentos acústicos, orquestras e programações são incorporados a demais gêneros musicais como soul, jazz e hip hop, formando uma sonoridade única, entorpecente e relaxante, quase hipnótica.

Os álbuns Blue Lines (1991) do grupo Massive Attack, Dummy (1994) da banda Portishead e Maxinquaye (1995) do músico inglês Tricky são os precursores do estilo, destacando-se como um dos principais álbuns de trip-hop que iniciaram o movimento. Posteriormente, outros grupos e artistas adotaram o sub-gênero e ajudaram a consolidá-lo internacionalmente. Podemos destacar, por exemplo, Björk, DJ Shadow, Lamb, Morcheeba e até mesmo o grupo de rock alternativo Radiohead.

Atualmente, o gênero trip-hop ainda é uma influência para novas bandas, tais como Little Dragon, Blue Foundation e How to Destroy Angels (formada por Trent Reznor, vocalista da banda de rock industrial Nine Inch Nails, e sua esposa Mariqueen Maandig). O estilo também pode ser encontrado nas músicas da cantora Lana Del Rey e no R&B em downtempo do The Weeknd (especialmente no EP House of Balloons, de 2011).

A vocalista do Evanescence, Amy Lee, também utiliza o trip-hop em seus trabalhos solos. O gênero, inclusive, serviria de base para o terceiro álbum do Evanescence, chamado extraoficialmente de “Broken Records”, que foi descartado pela gravadora em 2010. Você pode perceber essa influência em uma versão alternativa de “With or Without You” do U2:

Trip-Hop: discografia básica

O trip-hop é urbano, moderno e, claro, lento. Nele você encontra uma mistura de gêneros e experimentações, sempre muito bem combinados com vocais bem trabalhados ou instrumentais de alta qualidade. Confira abaixo uma discografia básica com os álbuns citados neste post para você conhecer mais sobre este estilo (clique nos links para ouvi-los no Spotify):

Massive Attack – Blue Lines (1991, Virgin)

DJ Shadow – Endtroducing… (1996, Mo’Wax)

Portishead – Dummy (1994, Go! Beat)

Tricky – Maxinquaye (1995, Island)

Lamb – Lamb (1996, Universal)

Björk – Debut (1993, One Little Indian)

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Eduardo Silva
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