Análise: Black Mirror já deu o que tinha que dar?

A quarta temporada de Black Mirror estreou na Netflix no final de dezembro com seis novos episódios. Há quem considere que essa foi a temporada mais fraca da série. Ou que os episódios estão bem mais leves, tirando a essência da série que é “desgraçar a nossa cabeça”. Ou então que, na tentativa de fazer referências a episódios antigos, a série não trouxe nada muito original.

Enfim, as objeções são diversas e, de certo modo, o impacto da quarta temporada realmente foi bem menor do que a anterior. Grande parte disso se dá pelo fato de que a terceira temporada foi muito bem recebida pela crítica e pelos fãs da série, portanto, as expectativas para a sua sucessora estavam altas – e superá-las era um desafio e tanto.

Será mesmo que a quarta temporada de Black Mirror é fraca, então? Ou que a série está desgastada e vai cair na mesmice?

Muito provavelmente, não. Uma teoria que está circulando no Twitter é capaz de mudar essa percepção e diz que todos os episódios de Black Mirror fazem parte de um mesmo universo: enquanto alguns acontecem simultaneamente, outros estão numa espécie de “linha do tempo”. As referências e os easter eggs presentes na quarta temporada reforçam muito isso (na verdade, desde a terceira temporada já existem teorias relacionadas a um universo compartilhado, então pode ser que você já tenha lido a respeito disso; contudo, vamos nos concentrar nas novas referências).

Obs.: esse texto contém spoilers. Se você ainda não assistiu a quarta temporada, indicamos que você faça isso primeiro. E se você ainda não assistiu nenhum episódio de Black Mirror, confira este post que fizemos sobre a série: BLACK MIRROR E O LADO NEGRO DA TECNOLOGIA.

4ª temporada de Black Mirror: teoria do universo compartilhado

A quarta temporada de Black Mirror reforça a ideia de que o problema nunca foi a tecnologia em si, mas sim o uso dela pelo ser humano. Apresentando seus novos personagens, a série põe em cheque diferentes atitudes relacionadas à maldade humana. Claro que existem exceções… como, por exemplo, Hang the DJ, que é bastante otimista (no maior estilo San Junipero da temporada anterior), e Metalhead, em que, de fato, “cães-robôs” se rebelam contra os seres humanos, levando a uma possível extinção da humanidade.

São bons episódios, mas deixam a desejar em alguns momentos. Isso significa que a série perdeu a qualidade? Talvez não…

Desde sua estreia, os fãs da série começaram a buscar os famosos easter eggs nos episódios, ainda mais porque o criador de Black Mirror, Charlie Brooker, disse que a quarta temporada é o “auge das referências”. Em um artigo do VICE, você encontra todas elas – leia aqui. No Twitter, uma sequência de tweets sugere que, desde a primeira temporada, os episódios seguem uma ordem cronológica e estão mais interligados do que você pode imaginar!

Acompanhe:

Ainda há muitos outros tweets que citam “White Christmas”, “Playtest”, “San Junipero”, “The Entire History of You” e todos os outros episódios numa ordem de fatores incrível. Confira todos eles lendo diretamente no Twitter – clique aqui!

Isso nos leva a [mais uma] teoria de que a quarta temporada de Black Mirror é “fraca” por um motivo: ela pode ser uma temporada intermediária, sem a necessidade de superar as temporadas anteriores. E, com isso, ficamos com outra expectativa: de que a quinta temporada seja mais impactante e traga mais explicações sobre esse mundo distópico. Na onda de teorias e expectativas, tudo é válido – afinal, isso tudo “é muito Black Mirror”, não é mesmo?

E você? Concorda com a teoria?

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