Crítica: Jogos Mortais – Jigsaw | A hora de parar

O filme chama a atenção pela curiosidade, mas não acrescenta nada para a franquia

Há sete anos, a franquia Jogos Mortais chegava ao “fim” com seu sétimo filme – fraquíssimo, por sinal, e com um desfecho previsível. Desde então, o ciclo de Jigsaw aparentemente tinha se fechado, até porque é aquela história: por mais que algo seja bom, uma hora acaba saturando… e após sete filmes (lançados ano após ano) e a audiência/faturamento caindo a cada lançamento, era preciso colocar um ponto final na trama.

Eis que, em 2017, Jogos Mortais ressurge com um novo capítulo, mas o que era para ser uma volta triunfal, não chegou nem perto disso. Roteiro fraco, história que não convence e final decepcionante. Em poucas palavras, é isso que você encontra em Jogos Mortais – Jigsaw.

A premissa desse novo capítulo é a de que o serial killer John Kramer (Tobin Bell) ainda está vivo ou, então, existe um imitador dando continuidade aos seus jogos sádicos. O filme já começa errado daí, pois repete a fórmula apresentada a partir do quarto volume da franquia. Para quem não lembra, Kramer morre no terceiro filme e, nos demais volumes, seu legado continua a partir de alguns discípulos e cúmplices.

Outro ponto negativo é a perda de qualidade no roteiro. Embora seja um filme de terror forte, agoniante e sangrento, Jogos Mortais também tem mistério e investigação policial – o que sempre levava a plot twists incríveis e nos deixava curiosos para acompanhar os desdobramentos do caso. Ou seja, não era só violência gratuita… tinha uma ótima história por trás de tudo. Em “Jigsaw”, entretanto, temos apenas violência gratuita mesmo e os personagens são tão mal desenvolvidos que você não consegue criar o mínimo de empatia por eles.

O andamento se divide em dois tempos: de um lado, temos cinco pessoas presas em uma espécie de fazenda, e, do outro, dois policiais investigando a possível volta de Jigsaw. Embora o roteiro (aparentemente) queira nos fazer acreditar que ambos os cenários estão acontecendo ao mesmo tempo, é nítido que são tempos BEM distantes. Com isso, o suspense final, que é uma das grandes marcas da franquia, perde completamente seu efeito.

A ~explicação~ para isso se dá justamente no final do filme, onde as cenas do passado fazem parte do primeiro experimento testado por Kramer. Por isso, ~faz sentido~ que tudo fosse mais simples e bagunçado. Ou não… Além disso, como as cenas não são tão “fortes”, pode ser mais fácil assisti-las (principalmente para quem tem agonia das armadilhas), mas, por outro lado, pode te fazer pensar: “é sério que eles precisavam lançar um novo filme pra ISSO?”.

Por fim, Jogos Mortais tem um legado indiscutível no universo dos filmes de terror, mas também é indiscutível que chegou a famosa Hora De Parar™ para seus roteiristas e produtores.

Nota: 2/5

FICHA TÉCNICA

Jigsaw, 2017
Data da lançamento: 
30 de novembro de 2017
Direção: The Spierig Brothers
Roteiro: Pete Goldfinger & Josh Stolberg
Elenco: Matt Passmore, Tobin Bell, Callum Keith Rennie, Clé Bennet, Laura Vandervoot, Mandela Van Peebles & Britany Allen
Gêneros: Terror, suspense
Duração: 1h 32min
Nacionalidade: Estados Unidos/Canadá

Assista ao trailer de Jogos Mortais – Jigsaw:

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Eduardo Silva
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