Crítica: Rei Arthur – A Lenda da Espada

Estreia nesta quinta-feira (18) no Brasil o novo filme do diretor Guy Ritchie que, desta vez, se arriscou a contar a história do lendário Rei Arthur de um modo mais “moderno”.

O longa conta como a inveja e o desejo pelo poder fez com que Vortigern (Jude Law) sacrificasse sua família e matasse seu irmão e, até então, rei Uther Pendragon (Eric Bana) para construir um reinado catastrófico. O pequeno Arthur (Charlie Hunnam), filho de Uther, consegue fugir e encontra abrigo na vila de Londinium, onde acaba sendo criado por prostitutas.

O destino faz com que a Excalibur se revele novamente depois de tantos anos após a batalha que deu a Vortigern o trono, lembrando-o que para usar a espada, primeiro, ele teria que matar o único herdeiro que pode manuseá-la. A essa altura, já somos apresentados a um Arthur malicioso e esperto, que esbanja poder mesmo antes de saber que o tem (e o quanto tem).

Charlie Hunnam como Rei Arthur

A forma com que a história é contada é bem característica do diretor que vai e volta em algumas ocasiões para revelar ou até premeditar algo. Isso acaba deixando o ritmo um tanto quanto confuso quando, logo após cenas muito rápidas acontecerem, o diretor também opta pelo uso de slow-motion, o que quebra totalmente o ritmo de algumas cenas. Essa quebra de ritmo fica mais evidente no terceiro ato do filme, onde acontece o embate principal. O que poderia ter sido a melhor parte tanto no quesito visual quanto na ação, infelizmente deixa um ar descompassado.

Falando em visual, aliás, é um dos pontos altos do filme com algumas observações. Tudo foi feito de forma a parecer realmente grandioso e atrair o telespectador para esses detalhes. E tudo fica tão épico que em determinados momentos parece que estamos inseridos em alguma batalha monumental de videogame. Isso acaba fortalecendo a ideia de que o filme foi feito mais para mostrar toda a lenda do Rei Arthur em uma perspectiva mais moderna, mais visual, do que se preocupar com a história em si.

Se tem algo em que o filme acerta, é na escalação de elenco. Mas até aqui encontramos uma ressalva que atende por David Beckham. Seu personagem, Trigger, é um dos guardas da Excalibur e responsável pelo teste dos jovens que fazem filas quilométricas para tentar retirar a mesma de uma pedra. No tempo de tela em que aparece, ele basicamente tem o papel de ser o cara “babaca” que irrita Arthur na hora do teste e, ao ver que o rapaz retira a espada da pedra, ordena que os demais soldados o ataquem. Ou seja: é um papel completamente desnecessário (ou, na realidade, a escolha do ator para isso foi desnecessária).

Por outro lado, quem assiste Game of Thrones se familiariza com vários rostos presentes como o de Aidan Gillen, que interpreta Goosefat Bill e Michael McElhatton, que é Jack’s Eye no filme. Ambos dão conta do recado, principalmente Aidan Gillen que, depois de uma reviravolta na trama, se torna aliado de Arthur. Charlie Hunnam como Arthur dispensa comentários. O ator caiu bem na proposta de Guy Ritchie em nos mostrar um Arthur mais “bad boy”, mais seguro de si mesmo nas ações mas ao mesmo tempo “pé atrás” quando chega o momento em que ele precisa enfrentar a verdade que o assolava em pesadelos e tomar a decisão de ter total poder da espada para ajudar a combater um futuro tenebroso ocasionado pelo reinado de seu tio, que inevitavelmente acontecerá se o mesmo continuar no poder.

Vortigern, interpretado por Jude Law

No final, algumas referências postas indicam uma possível continuação para essa nova era do Rei Arthur nos cinemas. Seria interessante ver uma continuação pois não somente poderíamos ver personagens que não vimos aqui, como Lancelote, como também poderia ser um modo de nos aproximar mais dos personagens e fazer com que eles se aproximem mais entre si também, já que o envolvimento deles acaba sendo rápido demais, acompanhando o descompasso do filme como um todo.

Nota: 3,5/5

Rei Arthur no Brasil

A Warner Bros. Pictures Brasil trouxe o ator Charlie Hunnam para São Paulo esta semana para a divulgação do filme. Na segunda-feira (15), ocorreu a pré-estreia no Teatro Reanult com a presença de Hunnam, que levou à loucura os fãs que aguardavam por ele e lembravam o tempo todo do papel que fez sua carreira decolar de vez: Jax Teller, de Sons of Anarchy.

Teatro Renault, em São Paulo, antes da recepção do ator Charlie Hunnam | Créditos: WB Pictures Brasil

Depois de passar pelo tapete vermelho, atender ao pedido de fãs por fotos e autógrafos e responder algumas perguntas da imprensa, ao lado do apresentador Léo Lins, Charlie foi até o palco do teatro antes da exibição de Rei Arthur – A Lenda da Espada e agradeceu mais uma vez a recepção dos brasileiros. E nós do Dentro da Minha TV estivemos por lá para conferir a pré-estreia com a presença do galã!

Charlie Hunnam no palco do Teatro Reanult ao lado do apresentador Léo Lins | Créditos: Amanda Esteves

Após algumas atividades com imprensa na terça-feira (16), hoje deve ser o último dia do ator em terras brasileiras. E todos podemos concordar que a simpatia de Charlie Hunnam fará muita falta por aqui!

Ficha Técnica

Rei Arthur – A Lenda da Espada (King Arthur – Legend of the Sword)
Estados Unidos/Reino Unido (2017)

Estreia: 18 de maio (BR)
Direção: Guy Ritchie
Roteiro: Guy Ritchie, Joby Harold, Lionel Wigram
Elenco: Charlie Hunnam, Jude Law, Eric Bana, Djimon Hounsou, Astrid Berges-Frisbey, Aidan Gillen, Tom Wu, Freddie Fox, Annabelle Wallis, David Beckham
Duração: 126 min

 

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One Thought to “Crítica: Rei Arthur – A Lenda da Espada”

  1. Excelente artigo!! Eu amo got e tudo o que for relacionado! obrigado por compartilhar!

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