Resenha: Clarice Falcão em São Paulo (03/12/2016)

A cantora Clarice Falcão apresentou ontem (03) o último show de 2016 da turnê Problema Meu no palco do Estúdio, em São Paulo. A produção foi da Agência Pindorama.

O espetáculo apresenta o repertório de seu segundo álbum, lançado em fevereiro desse ano. Foi a primeira vez que eu assisti a um show da Clarice e me surpreendi positivamente com a apresentação e o repertório. Até porque eu estou acostumado em ir a shows de rock, onde o que mais se vê são pessoas pulando loucamente ou fazendo rodas de ‘bate cabeça’, e o show da Clarice é completamente diferente: há um clima mais intimista, onde você pode ouvir todas as músicas balançando o corpo de um lado para o outro tranquilamente.

O público também é muito tranquilo. A grande maioria é formada por jovens com até 23 anos que estavam em casais e cantavam frase por frase de faixas famosas como “Monomania” e Eu escolhi você”. Clarice, aliás, tem muito carisma e simpatia no palco, e conversava com o público ao final de cada música, apresentando a faixa seguinte, sempre fazendo alguma piada ou trocadilho.

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(Clarice Falcão em São Paulo – 03/12/2016)

Mas o que mais me chamou a atenção – não apenas no show, mas também na própria Clarice – foram as interpretações que ela dava em cada música. Eu ocasionalmente assisto a alguns vídeos dela no YouTube e, não sei explicar por que, mas estava esperando por um show no estilo voz e violão. Entretanto, logo na primeira música, Irônico”, ela sobe ao palco como quem está em cima de um trio elétrico cantando uma marchinha de carnaval (essa é, inclusive, a pegada da música); em “Eu esqueci você”, ela canta com os olhos emocionados; e em “Se esse bar fechar”, dá até para visualizar um bar no local no palco e Clarice sentada em banco próximo ao barman. Mas, claro, se você não tiver imaginação o suficiente, ao final da música um garçom entra no palco e expulsa a cantora do “bar”.

Em “Marta”, Clarice faz uma brincadeira com a letra da música e diz que ainda está recebendo mensagens de pessoas procurando por uma tal de Marta que está com problemas financeiros, por isso, se alguém a conhecer, por favor, avise-a. Outras músicas fazem parte da setlist, tais como “Eu me lembro”, que tem a participação do cantor Silva na versão de estúdio, “Robespierre”, faixa que ficou fora do álbum Problema Meu, e o cover de um grande clássico da música nacional: “Eu sou Stefhany” (sim, aquela mesmo do CrossFox). Na minha humilde opinião, este foi o melhor momento do show.

“Como é que eu vou dizer que acabou?”, uma das minhas preferidas, fechou a primeira parte da apresentação. No bis, Clarice cantou Monomania e “Survivor”, cover das Destiny’s Child, em uma versão que viralizou no final de 2015 no YouTube. Assista ao clipe clicando aqui. “Vagabunda” foi a música que encerrou a noite e a última apresentação de 2016.

Em resumo, o show foi muito divertido e eu espero voltar a assistir uma nova apresentação da Clarice Falcão em 2017! Fica a dica para quem ainda não conhece o trabalho dela!

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Eduardo Silva
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